Trecho final – Brasil : Os últimos quilômetros de nossa longa aventura. De volta em nossa terra natal. (For other languages, please use the browser or website translator)

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Com a viagem parada desde 15 de março de 2020 e sem uma perspectiva de melhora do cenário global para viagens internacionais. No final de Julho tomamos a decisão de encurtar nossa viagem, mas pelo menos terminá-la pedalando, o que seria muito simbólico e importante para nós. O plano foi sair da cidade de Taubaté, nosso novo lar no Brasil, e seguirmos até a cidade de Jales, o lugar onde iniciamos nossa viagem a mais de 3 anos atrás. Seguimos predominantemente por estradas pequenas e rurais, com pouco contato com pessoas. A partida foi dia 26 de Julho de 2020 e durante este último trecho não publicamos e nem divulgamos nada, pois não queríamos incentivar ninguém a viajar durante os tempos de pandemia.

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Neste post contaremos sobre os últimos cerca de 1000 km de nossa viagem, com encontros inesperados, bonitas paisagens e muitos pensamentos na cabeça.

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No primeiro dia do último trecho de nossa viagem, aqui pelo Brasil, fomos bem aventurados de ter a companhia do nosso amigo ciclo-viajante @isra.coifman .
Nos conhecemos pessoalmante quando cruzamos a Turquia, onde pedalamos juntos por cerca de 1 mês e desde então nos tornamos grandes amigos.
O Isra veio passar uns tempos em nossa casa em Taubaté, fugindo do stress da cidade grande (São Paulo), ainda pior em tempos de pandemia. Ficamos muito felizes em fazer isto juntos novamente. Ele voltou e ficou cuidando da casa e nossas muitas plantas, enquanto a gente seguia viagem pelo Brasil, voltando para o lugar onde tudo começo, a cidade de Jales.
Obrigado Isra, pela amizade, cuidados com nossa casa e por mais um dia divertido de cicloviagem.

Escolhemos um caminho por estradas menores e com paisagens mais bonitas, com isso seguimos sentido sul do estado de Minas Gerais. E como é padrão nesta parte, subidas não faltaram e foram boas para reaquecer nossos motores, depois de tanto tempo parados.
O Isra seguia mais rápido que nós e foi nosso fotógrafo do dia.
Antes de chegarmos a Campos do Jordãos, fizemos um desvio e pegamos estradas menores, com paisagens mais bucólicas, passando por pequeninos vilarejos.
A região tem uma bela paisagem montanhosa, com mata nativa e animais silvestres.

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Como encurtamos nossa viagem em cerca de 1 ano, acabou sobrando um dinheiro extra para fazermos nosso último trecho da viagem com mais conforto. Acampar é sem dúvida muito bacana, normalmente quando encontramos um lugar bonito.
Decidimos então acampar caso encontrássemos um lugar bonito e tranquilo, caso contrário buscaríamos uma hospedagem de baixo custo e assim ajudaríamos a economia local, que estava bem abalada devido a pandemia.
Não cogitamos Warmshowers ou Couchsurfing devido a pandemia.
Neste dia, já cansados depois de muitas e longas subidas, chegamos em frente a uma pousada. Sua dona era muito simpática e éramos os únicos hóspedes do dia. Decidimos ficar e comprar o jantar com ela para dar aquela ajuda, deixando assim nossa reserva de alimentos para uma emergência pelos caminhos.
Dormimos todos no mesmo quarto e a noite foi aquela sinfonia depois de um jantar caprichado no feijão hehehe 😊💨

Nos despedimos do nosso amigo Isra Coifman, que voltou para Taubaté, e continuamos por pequenas estradas, já no sul do estado de Minas Gerais. Apesar da ausência de acostamento, o pouco movimento de carros deixou o caminho bem tranquilo.

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O Brasil é continental, mas acredito que há um tipo de prato que é muito comum em todos os cantos do país. Arroz, feijão, batata frita e ovo frito. Muitas vezes a gente sentia falta deste prato na hora do almoço em outros países, tanto pelo sabor, quanto pelo preço, que é barato no Brasil.
Nos esbaldamos comendo vários pratos feitos durante esse último trecho da viagem no Brasil.

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Traçamos parte de nossa rota pelo sul de Minas Gerais passando estrategicamente ao lado da pequenina cidade de Heliodora e não foi por acaso. Pouco antes de sairmos de Taubaté, fomos convidados por um outro casal de ciclo-viajantes, que tem uma propriedade rural nesta região. Ayeska e Thiago foram super hospitaleiros e são um casal cheio de boas energias e bem humorados, eles já fizeram várias viagens de bicicleta juntos e contam um pouco na conta do instagram deles: @soonecessario .
No momento em que passamos por lá, além de nós, eles estavam acolhendo um outro casal muito especial e que são praticamente a representação do cicloturismo brasileiro, os queridos Olinto e Rafaela ( @olintoerafaela ), que tem um projeto incrível de divulgação do cicloturismo no Brasil.
Ficamos muito felizes de ter a oportunidade de passar alguns dias neste pedacinho do paraíso, com pessoas tão divertidas e protegidos das áreas afetadas pela pandemia.

Inspiração.
Na vida muitas pessoas nos inspiram, começando pelos pais e parentes próximos desde a infância, heróis do cinema, atletas, escritores, pensadores, professores, cientistas, etc…
Nestes dias tivemos a felicidade de ficar na companhia de um casal que nos inspirou a fazer nossa viagem, e o mais legal foi encontrá-los durante ela.
O Olinto foi o primeiro brasileiro a dar a volta ao mundo de bicicleta, em um tempo sem as facilidades tecnológicas. A Rafaela já viajava de bicicleta antes de conhecê-lo, e desta união surgiu este casal que podemos comparar com uma bicicleta tandem, com as engrenagens ajustadadas e cadenciadas, percorrendo em sincronia um objetivo em comum, divulgar o cicloturismo no Brasil. O projeto pode ser acessado com mais detalhes na conta deles do instagram: @olintoerafaela .
Eles foram nosso casal inspiração para realizarmos nossa viagem e nos inspiram também com a maneira simples, coerente e harmoniosa com que vivem. Além disso são muito bem humorados e divertidos, alegrando mais ainda esse encontro.
Na foto esta a casa deles. Neste motor home, parado naquele momento devido a pandemia, eles se aventuram pelo Brasil, sacam as bicicletas do porta malas e traçam rotas de cicloturismo, que se transformam em guias escritos de extrema qualidade.

Antes de chegarmos na casa dos nossos anfitriões na zona rural da cidade de Heliodora, não imaginávamos o pedacinho de paraíso que nos aguardava. Ayeska e Thiago são cicloviajantes também (@soonecessario ), engenheiros agrônomos de formação e muito legais.
Quando chegamos por lá ficamos felizes em conhecê-los e surpresos com o lar aconchegante que eles construiram em meio a natureza.
Durante 10 anos eles plantaram árvores, trabalharam a terra e construiram uma casa linda, praticamente toda com materiais de demolição. Foi muito interessante ter visto o resultado final deste trabalho duro e de bom gosto.
Ficamos por 3 noites lá, na companhia deles e dos cicloviajantes Olinto e Rafa (@olintoerafaela ). As conversas foram muito boas, com muitas risadas, aprendizados, comida boa e cervejinhas.

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Bromélia Amélia.
Durante nossa parada na cidade de Taubaté, deixamos nossos “mascotes” que iam pendurados por todos os cantos na bicicleta. Na região do sul de Minas Gerais, encontrei esta bromélia nativa da Mata Atlântica (Tillandsia aeranthus / cravo do mato). Ela é super resistente e ficou ótima presa no guidão da Minhoca. Pela primeira vez tínhamos uma plantinha de estimação enquanto viajamos de bicicleta. Todos os dias no final da tarde eu jogava um pouquinho de agua na Amélia.

 Caminho da Fé.
Tentamos, sempre que possível, enquanto estávamos no sul de Minas Gerais, seguir pela rota de caminhada e cicloturismo chamada “Caminho da Fé”. Há muito tempo não chovia na região, então pegamos vários trechos de “areião” nestas estradas de terra, mas mesmo assim valeu a pena. O caminho é bonito, bucólico, seguro e tranquilo para viajar de bicicleta.
Este trecho do vídeo foi entre Ouro Fino e Andradas.

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Nesta rota encontramos uma árvore enorme ao lado da estradinha de terra e fizemos um picnic de almoço. Uma pena que a monocultura avança pelo Brasil, desmatando muito ainda as mata nativas e acabando com muitas das árvores e suas sombras gostosas no entorno das estradas rurais.

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Cafezais e belas paisagens de montanhas no sul de Minas Gerais

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 Desvio de rota.
Após a cidade de Andradas, em Minas Gerais, mudamos nossa rota e decidimos antecipar nossa entrada no estado de São Paulo e saímos da rota “Caminho da Fé”.
Devido a pandemia na época em que passamos por esta região, algumas pequenas cidades estavam com a entrada proibida e seguir pelo “Caminho da Fé” seria mais complicado. De Andradas seguimos sentido Aguaí, sempre indo por pequenas estradas quando possível.

Tchau subidas mineiras…
Com a nossa saída do “Caminho da Fé” e da região sul do estado de minas gerais, deixamos para prás as duras subidas desta região e um cenário bucólico bonito.
Uma bicicleta tandem pesada não tem um desempenho muito bom nestas subidas de terra e pedras soltas, empurramos por muito tempo em vários trecho. As pernas ficaram doendo, mas valeu a pena.

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Ajustes na bicicleta.
Ficamos uma noite na cidade de Pirassununga e no outro dia pela manhã ao colocar os alforges na “Minhoca” percebi que a roda traseira estava com “jogo”, o cubo precisava de um aperto. Eu não tinha comigo aquela chave mais fina e então fomos buscar a bicicletaria mais próxima.
Fomos até a bicicletaria Ciclo Avenida e fomos muito bem recebidos. O dono e o mecânico, muito simpáticos, arrumaram o cubo traseiro como cortesia. Contamos um pouco da nossas histórias de viagem e saímos felizes depois de um bom bate papo e ajustes na bicicleta.

No interior de São Paulo passamos por várias pequenas cidades próximas a rede ferroviária, que ainda segue em atividade cargueira. Ficamos imaginando como teria sido interessante se a rede ferroviaria de transporte de pessoas tivesse se mantido e desenvolvido como a rodoviária. Mas apesar de barullhentos a gente gostava de ver os trens passando enquanto pedalávamos. Este aqui vimos na região de Itirapina.

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Um belo cantinho em Itirapina, interior de São Paulo. Ficamos por uma noite nesta pequena cidade e encontramos uma Pousada com bastante natureza em volta.

De volta pro asfalto.
No estado de São Paulo pegamos mais pequenas asfaltadas do que de terra, mas ainda assim co seguimos seguir por estradas mais tranquilos e algumas com bom acostamento.

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Pequenas vendinhas.
No meio de Agosto as pequenas vendinhas a beira das estradas já estavam funcionando e eram nossos pontos de apoio para aquela fuga do sol ardido.
Com muita simplicidade, estes lugares tem comida caseira gostosa e muita hospitalidade de seus donos.

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Ribeirão Bonito, SP, Brasil.

“Areião”
O inverno é temporada de seca no sudeste. Passamos pelo interior de São Paulo em Agosto e as estradas de terra estavam a maior secura e com muito areião. Gostamos de pegar estradas de terra pois as paisagens são mais bonitas, os pequenos vilarejos hospitaleiros e com pouco movimento de veículos motorizados, mas o areião é bem sofrido pra nós. A tandem carregada é como uma âncora enfincada no areião e dava aquela suadeira empurrá-la por trechos como este. Algumas vezes mesmo gostando da tranquilidade das estradas de terra, acabamos desviando para as estradas de asfalto com medo de pegarmos areião por longos trechos.

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Mercadinhos da beira de estrada ❤ ( Nova Europa, SP, Brazil).

Terra vermelha.
Muitas estradas rurais do estado de São Paulo cruzam áreas de “terra vermelha”. Esse solo resulta de milhões de anos de decomposição de rochas basálticas, muito ricas em nutrientes, como o ferro, responsável pela coloração avermelhada, e é considerado um solo fértil também. O resultado no final de um dia de pedal por estas estradas é que ficávamos avermelhados também, principalmente as pernas e pés. Na região de Borborema estávamos com aquela cor de ferrugem no final do dia.

“Caminho Caipira”
Na estrada de terra que liga Ibitinga a Borborema há um camping que se chama “Caminho Caipira”, que estava funcionando seguindo todas as restrições e regras sanitárias devido a pandemia. O lugar parecia muito bonito e aconchegante, entramos em contato e fizemos nossa reserva por 2 noites. Fomos os únicos acampando nestas noites e adoramos, foi ótimo para relaxar curtindo a natureza, mas o que mais gostamos foram as pessoas que conhecemos lá, em especial as irmãs Ariana e Marciana.
Ariana, responsável pelo camping, vive intensamente a natureza e permacultura, com muita sabedoria sobre a terra e bom papo, ela nos contou como deixou o lugar tão aconchegante com trabalho duro durante anos. Marciana, é a irmã caminhante e idealizadora da rota “Caminho Caipira”, super simpática, falante e hospitaleira, nos ensinou muitas coisas sobre a história da região.
Elas fizeram fogueira a noite no camping e nos convidaram para jantarmos com elas…
Ahhhh, como estávamos sentindo falta desta interação em tempos de pandemia.

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Plantas carnívoras nativas.
Na região de Borborema, durante uma caminhado ao lado de um pequeno córrego que é um braço do rio Ribeirão dos Porcos, percebemos em uma área alagada arenosa, centenas de plantinhas de um vermelho vivo e ao nos aproximarmos, para nossa surpresa, percebemos que se tratavam de plantas carnívoras nativas. Nem imaginávamos que havia isto no interior de São Paulo, mas ficamos curiosos e fomos ler a respeito e descobrimos que Brasil tem muitas espécies de plantas carnívoras nativas. Esta que pudemos observar neste dia, é uma Drosera… Agora qual espécie de Drosera, só com a ajuda de alguém entendido no assunto mesmo.

 “Alimentação balanceada”
A gente adora aquele “lanchão podrão” e outras guloseimas. Em muitos trechos de nossa viagem pedalávamos por muitas horas seguidas, subidas intermináveis, frio, neve, vento, sol forte… E quando perguntavam o que a gente comia para manter a força, está aí a resposta hehehehe… Comemos de tudo…as vezes misturando sabores que não se combinam, mas que na hora da fome são tão bons…

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Corujas buraqueiras.
Vimos muito destas corujinhas no sul de Minas Gerais e interior de São Paulo. Elas tem um canto distinto, que demoramos para descobrir que era o delas. Embora seja capaz de cavar seu próprio buraco, prefere os buracos abandonados de outros animais, como os dos tatus. É uma coruja terrícola e de hábitos diurnos, embora tenda a evitar o calor do meio-dia. Ocorre do Canadá à Terra do Fogo, bem como em quase todo o Brasil, mas com a exceção da Amazônia.

Queridos amigos.
Em José Bonifácio fomos acolhidos pelo casal de amigos Simone, Marcelo e seus três filhos, Valentina, João e Francisco. A Simone foi minha colega de turma de faculdade (Thiago) durante 6 anos e desde então sempre mantivemos laços de amizade. Foi um prazer reencontrá-los traçando uma nova vida no interior de São Paulo. Fomos acolhidos com tanta hospitalidade, que por vezes ficamos até sem jeito… mas logo passava depois de umas cervejinhas… Hehehe
Eles tem feito viagens com acampamentos com os 3 filhos e foi inspirador. Saíram da vida agitada e estressante da cidade de São Paulo (12 milhões hab.) para a pequenina José Bonifácio (36 mil hab.) e estão muito contentes com o ritmo mais tranquilo. Uma certeza que tivemos com a nossa viagem de bicicleta, é que queremos viver também em um lugar menos populoso e mais tranquilo ao final deste ciclo.

Seringueiras.
Pedalando pelo Brasil cruzamos várias plantações de seringueiras nas pequenas estradas rurais. Sabemos que infelizmente a mata nativa é por vezes desmatada para a plantação dos seringais, mas gostávamos bastante quando pegávamos estradas rodeadas por elas. Normalmente os seringais não são cercados e apresentam boa sombra, deixando o ambiente mais agradável e fresco para fazer um picnic durante o dia ou acampar a noite.
A seringueira é uma árvore originária da bacia hidrográfica do Rio Amazonas, onde existia em abundância e com exclusividade, características que geraram o extrativismo e o chamado ciclo da borracha, período da história brasileira de muita riqueza e pujança para a região amazônica. A espécie foi introduzida no estado da Bahia, no Brasil, por volta de 1906.
Atualmente, o estado São Paulo é o maior produtor brasileiro de borracha natural, apontam as estatísticas.

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Pandemia no final da viagem.
Em Setembro de 2020 em terras brasileiras, época em que a Pandemia pelo Covid-19 ainda estava presente e com muitas restrições pelos lugares onde passávamos, reduzimos nossa viagem em 1 ano e cerca de 12 mil km justamente devido a ela, não fazia mais muito sentido continuarmos viajando sem a liberdade com a qual estávamos acostumados e sem ver uma melhora a curto prazo, depois de um bom tempo pelo mundo, decidimos que havia chegado a hora de voltarmos para onde começamos nossa viagem e encerrarmos este ciclo.
Em muitas pequenas cidades por onde passamos, placas como estas eram comuns e nos lembravam da doidera que estava o mundo.

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O último hotel em que dormimos durante nossa volta ao mundo, o nome veio bem a calhar : “Hotel Brasil” (Macaubal, SP).

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Na cidade de Votuporanga fomos recebidos pelo querido casal de amigos Hamilton e Débora, que conhecemos em Jales. Eu (Thiago) e Hamilton trabalhamos juntos no Hospital de Câncer de Jales e a amizade perdurou. Quando iniciamos nossa viagem a pequena Manú havia acabado de nascer e agora, mais de três anos depois, a reencontramos bem crescida. As crianças sinalizam como o tempo voa…
Foi um prazer reencontrá-los e muito obrigado pela hospitalidade e acolhimento.

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Quer conhecer alguém muito bem? Faça uma longa viagem de bicicleta com esta pessoa.
Este último trecho de nossa longa viagem de bicicleta foi de muitas reflexões, inspiração e transpiração. Foi muito importante para nós encerrarmos a viagem pedalando de volta até o lugar onde tudo começou a mais de 3 anos atrás.
Em uma viagem tão intensa, com tantos momentos bons e tantos difíceis, não há máscaras, tudo é muito sincero e muitas vezes à flor da pele. 24 horas juntos na mesma bicicleta, todos os dias por tanto tempo… Podemos dizer que nos conhecemos nos mínimos detalhes e foi muito bom passar por tudo isso juntos. Sabemos que voltar para a “matrix” não será fácil, mas com tantas histórias em comum, vai ser mais fácil. Voltamos muito diferentes de como partimos, não sei se melhores é a palavra certa, mas com certeza mais conectados com nós mesmo, com a natureza e com este mundo tão cheio de ensinamentos.

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Na cidade de Fernandópolis fomos recebidos , em nossa última noite antes do encerramento da nossa viagem, na casa dos queridos amigos Rogério e Isabela. Foi muito chegar naquele dia tão quentes e tomarmos uma cervejinha gelada com eles. Conversamos bastante, colocamos o papo em dia e capotamos na cama…
Obrigado pela hospitalidade meus amigos.

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O último KM!! (15/08/2020)
3 anos e 15 dias, 29000 km, muitas culturas, países, pessoas, paisagens, aventuras e aprendizados depois…
Um misto de alegria, ansiedade, insegurança e vontade de “fazer um 2″… Muitas emoções!
Jales, onde tudo começou, aí vamos nós!

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O fim é o começo e o começo é o fim…

Foi muito bom partir, foi muito bom chegar…mas sem dúvida, o melhor foi o caminho, que tentamos aproveitar ao máximo!!
Tantas culturas, idiomas, crenças espirituais, feições, paisagens, climas, natureza, sabores e amores que há no mundo… Viajar, peregrinar, se aventurar, é bom demais e ensina muito sobre o mundo e nós mesmo.
Agora vem a pausa para digerir tanta coisa intensa nestes anos de viagem, mas sabemos que já fomos fisgados pela aventura e que assim que possível faremos outros roteiros… O fim leva a outro recomeço…
Aproveitem os caminhos meus amigos!

THE END

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