Thiago e Flávia o início / Our beginning

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2ForTrips é um projeto que nasceu em 2013, quando eu conheci o Thiago. O planejamento inicial durou mais de dois anos antes de começar a ser concretizado então resolvi contar resumidamente alguns acontecimentos que antecederam o surgimento do 2Fortrips. 2ForTrips is a project that was born in 2013, when the couple Thiago and Flávia met. The initial planning lasted more than two years before starting to materialize, so I decided to briefly tell some events that preceded the beginning of 2Fortrips.

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Thiago sempre foi “ciclista”, pedalava desde pequeno, ia para todos os lados com a bicicleta, se pudesse não usaria o carro para nada, apenas se locomoveria com a bicicleta. No momento em que soube que ele até viajou de bicicleta para outros países, achei que ele era louco, Como pode alguém em sã consciência ir viajar de bicicleta? Aonde iria as malas? Imagina o peso para pedalar! Pois é esses foram meus pensamentos iniciais que sumiram com o passar do tempo ao ver que viajar de bicicleta não é um bicho de sete cabeças nem o fim do mundo. Portanto com esse incentivo todo eu retornei a utilizar a “magrela”. Thiago has always been a “cyclist”, pedaled since he was a child, he went everywhere by bicycle, if he could, he would not use the car for anything, only to ride with the bike.  I thought he was crazy. How can someone in good conscience go traveling by bicycle? Where would be the luggage? Think about all the weight to carry! These were my initial thoughts that disappeared with the passage of time when seeing that traveling by bicycle is not a seven-headed creature, so with this encouragement I returned to ride a bike.

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Quando conheci o Thiago eu estava há uns 10 anos sem pedalar…. Eu me lembro de quando eu tinha uns 15 anos eu estava toda contente, pois tinha acabado de comprar uma bicicleta de uma amiga minha, era uma bicicleta com quadro grande de cor roxa e logo após o uso eu resolvi fazer uma arte, utilizei um spray prata que minha mãe usava para fazer fantasias de carnaval e “pintei” a bicicleta inteirinha de prata. Quando digo inteirinha é inteirinha mesmo, inclusive rodas, guidão entre outras coisas. Sim, ficou horrível e nunca mais utilizei a bicicleta de novo até conhecer o Thi.
Como minha bicicleta estava horrível eu me desfiz dela, e gentilmente o Thiago me emprestava sua bicicleta dobrável para podermos pedalarmos juntos. When I met Thiago I wasn´t pedaling for 10 years …. I remember when I was about 15 years old I was happy because I had just bought a bike from a friend of mine, it was a bike with a big big frame and soon after the use I decided to make an art, I used a silver spray that my mother used to make carnival costumes and “I painted” the whole silver bicycle, including wheels, handlebars among other things. Yes, it was horrible and I never used the bike again until I met him.
As my bike was horrible I got rid of it, and gently Thiago lent me his folding bike so we could ride together.

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Como eu tinha contado anteriormente, eu passei dez anos sem utilizar uma bicicleta, então as primeiras pedaladas não eram nada românticas, como eu gostaria que fossem, elas eram totalmente “espalhafatosas”. Para subir na bicicleta era uma loucura, eu segurava o guidão que tendia a virar para o lado, e com a força que ia para um lado eu jogava para o outro, a saída, portanto era uma tremedeira, guidão para um lado e para outro em questões de segundos e nem preciso dizer que eu me desequilibrava, e em seguida já vinha o pedal acertando o meio da canela, a vontade de gritar era imensa, mas nesse momento sempre estava Thiago a me olhar, e então eu fingia que estava tudo bem, mesmo com a canela roxa e dava um enorme sorriso e iniciava o pedal. Pedalávamos por todos os cantos, desde as ruas do interior até mesmo as ruas movimentadas da grande São Paulo para o meu temor.
Sim era um temor, para mim, pois como fui criada em certa zona de conforto e com um teor de insegurança com relação ao trânsito, então morria de medo de ruas congestionadas e movimentadas, nas primeiras vezes que pedalamos por São Paulo eu arregalava os olhos e ia com o coração na mão, se bobeasse até rezava durante alguma travessia de rua, entre as ciclovias e às vezes entre os carros nas ruas desprovidas de ciclofaixa. Esses passeios eram emoção pura para mim, enquanto que para ele era uma simples voltinha no bairro. I met Thiago when I was 25 years old, and as I said before, I spent ten years without using a bicycle, so the first time cycling again was not at all romantic, as I wish it was. To get on the bike was crazy, I held the handlebar that tended to turn to the side, and with the force that went to one side I would throw to the other. I was unbalanced, and then came the pedal hitting the middle of my leg, the desire to shout was immense, but at that moment Thiago looked at me, and then I pretended that everything was okay. We cycled everywhere, from the streets of small towns to the busy streets of the great São Paulo, to my fear.
Yes, it was a fear for me, because as I was raised in a certain comfort zone and with a certain insecurity about traffic. I was scared to death of crowded and busy streets, the first few times we cycled through São Paulo I started praying while  crossing some streets and between cars. These tours were pure emotion for me, while for him it was a simple visit to the neighborhood.

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Para complementar minha situação, meu condicionamento físico era péssimo, (ainda é kkkk) sempre tinha feito atividade física, mas nada muito rigoroso, eu vivia naquela situação em que eu pagava academia, mas não a utilizava como deveria. Eu ia até que com frequência, porém não realizava os exercícios no tempo certo, fazia tudo correndo e ficava um tempão na esteira, mas em caminhadas lenta. O resultado dessa falta de disciplina era que a cada subida eu parava descia da bicicleta, ficava rosa igual um leitão, ofegante como um cachorro após brincar horas no quintal, e com um cabelo ensopado de suor. Era uma visão nada agradável, porém Thiago mantinha se firme ao meu lado. Nessas horas eu voltava achar que ele era doido. To complement my situation, my physical conditioning was terrible, (it’s still kkkk) I had always done physical activity, but nothing too strict, I lived in that situation where I paid for the gym, but did not use it as i should. The result of this lack of discipline was that every time I stopped I would get off the bike, I would look pinky like a pig and with sweat-drenched hair. It was an unpleasant sight, but Thiago held firmly at my side. In those hours I thought he was crazy.

17522616_106337269912794_7025703924715881583_nPassando alguns meses eu e Thiago, entramos em um relacionamento sério, isso inclui um relacionamento sério com a bicicleta também, nossa fiel aliada. Mas antes de assumirmos esse relacionamento acho que o Thiago quis fazer um teste.
Realizamos nossa primeira viagem de bicicleta juntos, na verdade uma “mini viagem”, mas na época achei que foi “a viagem”. Saímos de Jales – SP até Santa Fé do Sul – SP para acampar e retornar no outro dia. Para experientes seria uma rota tranquila, sem muitos desafios, porém para mim, uma iniciante em cicloviagens, não foi tão simples assim… After a few months, Thiago and i started a relationship, this including the bike as well, our faithful ally. But before we assume this relationship I think Thiago wanted to do a test.
We did our first bike trip together, actually a “mini trip”, but at that time it was “the trip” for me. We left Jales to Santa Fe do Sul to camp and return the other day, around 55 km each day. For an experienced one it would be a quiet route without many challenges, but for me, a beginner in cycling, it was not so simple …

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Cometi vários erros na minha primeira cicloviagem, primeiro, eu não tinha ainda uma bicicleta própria, então emprestei mais uma vez a bicicleta do Thiago, porém essa era uma dobrável que apresentava somente sete marchas, nem preciso dizer que com esse número reduzido de marchas eu sofri muito em cada subida, o ideal era ter uma bicicleta que tivesse um número melhor de marchas para que eu não sofresse tanto, uma vez que não estava acostumada a pedalar.
Errei no conteúdo da bagagem, levei muitas coisas desnecessárias, que nem cheguei a utilizar, se fosse para refazê-las tiraria mais da metade das coisas, o que diminuiria muito o peso da bagagem. Um exemplo? Tiraria uma das duas escovas de cabelo que levei. “Como se eu fosse fazer uma escova em pleno acampamento… coisas de novata” era mais fácil eu ter levado um único pente e dizer cabelos ou ficarão presos ou ficarão armados.
Outro erro que me prejudicou e que eu poderia ter evitado, foi a altura do selim, por medo e falta de experiência coloquei os selins baixos, para que nas paradas eu conseguisse colocar os pés inteiros no chão. O resultado? Cheguei em Santa Fé do Sul com os joelhos extremamente doloridos e até um pouco inchados, e uma leve dor no o cóccix. Imagine uma mulher, agora imagine o andar de uma pata, pois é, junte os dois. Sim foi com esse andar que eu passei o dia posterior inteiro. I made several mistakes on my first cycle ride. First, I did not have a bike of my own, so I loaned Thiago’s bike one more time, but it was a folding bike that had only seven gears, needless to say, with this small number of gears I I suffered a lot on each climb, the ideal was to have a bicycle that had a better number of “granny” gears, so that I would not suffer as much, since I was not used to cycling.
I took many unnecessary things, which I did not even use. Nowadays I wouldn´t  take half of that things, which would greatly reduce the weight of the panniers. An example? I would take one of the two hair brushes I took. “As if I were going to make a brush in the middle of the camp … newcomer stuff”.
Another mistake that hurted me and that I could have avoided was the height of the saddle. I put the saddles down so that in the stops I could put my whole feet on the ground. The result? I arrived at Santa Fe do Sul with knees extremely sore and even slightly swollen, and a slight pain in the coccyx.

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Acha que acabou por aqui? Não, não… Ainda tinha a volta para Jales. Na volta teve mais subidas do que na ida, e como eu estava com dores nas articulações do joelho, eu diminui muito o ritmo, e isso fez com que anoitecesse e ainda estivéssemos na estrada. O farol que estava na minha bicicleta não era dos melhores, mal iluminava um palmo a minha frente, resultado: fez com que eu caísse, pois não vi a guia e enfiei a roda nela. No momento foi um pouco tenso, mas relembrando até que foi engraçado. Porém agora só ando com um farol potente.
E para complementar após alguns Kms eu passei com a bike literalmente por cima de um mega cocô de vaca e o resultado foi que o cocô voou para todo lado, inclusive para cima do Thiago. hehehe (momento mais engraçado da viagem hehehehehe brincadeira Thi) Do you think it’s over? No, no … We still had the way back to our hometown. Returning there were more climbs, and since I was suffering from knee joint pains, I slowed down a lot, and that made it night and we were still on the road. The light that was on my bicycle was not the best, just seeing a palm in front of me, result: I  felt of the bike, because I did not see a hole and I put the wheel on it. At the moment it was a bit tense, but got funny afterwards.
After a few kilometers I literally rode over a mega cow poop and the result was that the poop flew everywhere, including over Thiago´s face. Hehehe (funniest moment of the trip)

 

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Após essa viagem eu resolvi comprar minha bicicleta e iniciei buscas em sites sobre cicloviagens, vi fotos de viagens incríveis que me estimularam ainda mais a entrar nesse mundo “cicloviajante”.
O Thi teve papel fundamental nisso tudo, ele me mostrava vídeos, documentários, me levava em pequenas palestras sobre cicloviagens (a primeira palestra que eu fui, foi a do Paulo Roberto Cunha no Sesc em Taubaté, ele apresentou sua cicloviagem na Nova Zelândia, foi sensacional). E isso me motivou a inscrever-me e a ir ao Encontro Nacional de Cicloturismo, realizado pelo Clube de Cicloturismo do Brasil, na cidade de Campos de Jordão em 2014, “Que por sinal foi Incrível”.
No Encontro conheci pessoas que já tinham viajado e tinham muitas experiências, (Como Olinto e Rafaela Asprino casal sensacional e com todo respeito, ultra mega top no cicloturismo) !!! assim como conheci pessoas que estavam iniciando e tinham dúvidas e receios assim como eu. Essa troca de experiências e questionamentos foi muito importante para mim, tanto que foi depois desse encontro que eu decidi com toda certeza que realmente queria ir viajar de bicicleta, pois eu percebi que esse querer não era somente um impulso porque o Thiago gostava de viajar assim, e sim era uma vontade minha de me superar, de me conhecer, de conhecer lugares, culturas, de me aventurar, de sair da minha zona de conforto, enfim de aprender com minhas próprias experiências.
Então foi assim que nasceu a cicloviajente Flávia Vieira!!! After this trip I decided to buy my bike and started searches on sites about cycle routes, I saw incredible travel photos that stimulated me even more to enter this “cycling” world.
Thiago had a fundamental role in all this, he showed me videos, documentaries, took me on small lectures about cycle tour (the first lecture I went to was Paulo Roberto Cunha at Taubaté city, he presented his cycle tour in New Zealand, and it was sensational). That motivated me to go to the National Meeting of Brazilian Cycle tourists, held by the Cycling Club of Brazil, in the city of Campos de Jordão in 2014, “Which, by the way, was amazing.”
At the meeting I met people who had already traveled and had many experiences, (As Olinto and Rafaela Asprino, a sensational couple with ultra mega top experience in cycle touring) !!! I also met people who were initiating and had doubts and fears just like me, which was nice to know. This exchange of experiences and questions was very important for me. After this meeting I decided with certainty, that I really wanted to go cycle touring, because I realized that this desire was not just an impulse because Thiago liked it, but it was my desire to overcome and to know myself, different places, cultures and to exit my comfort zone, learning from my own experiences.
So that was how the cycle tourist Flávia Vieira was born !!!

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