Suiça – Cruzando as regiões francesa, alemã e italiana, passando por altos e belos passos de montanha (For other languages, please use website or browser translator)

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Depois da França, entramos em território Suiço passando pela fronteira entre as cidades de Chamonix (França) e Finhaut (Suiça). Era um passo montanhoso, mas nada perto do que enfrentaríamos pela frente no território Suiço.

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O percurso não seria longo, mas sabíamos que a Suiça era conhecida pelos preços caros, montanhas e que enfrentaríamos algumas subidas. Predalamos sempre utilizando as principais ciclovias e rotas cicláveis, o que facilita muito a vida de quem esta viajando de bicicleta por este país.

IMG_20180722_225935_308.jpgFicamos com tanto medo de não explodir nosso orçamento neste país que fizemos um planejamente com o intuito de ficar o maior número de vezes possíveis com pessoas locais (warmshowers ou couchsurfing), acampando selvagem ocasionalmente e de maneira muito discreto (é proibido acampar selvagem, com altas multas aplicáveis) e em último caso pagar alguma acomodação (o que é muito caro para nosso orçamento). Outra coisa foi preparar nossa própria comida sempre que possível e evitar gastos com cervejinhas e sorvetes, apesar do clima quente quando passamos por lá. Assim, incrivelmente, não pagamos por hospedagem nenhum dia, conseguimos até provar algumas comidas locais e ficamos com um gasto de 10 a 15 euros por dia para duas pessoas, o que consideramos bem razoável considerando os altos preços por lá.

 

Entramos na fronteira por uma fronteira pequena e pouco movimentada após Chamonix. Nosso destino neste dia era a casa de um warmshowers, Pierre-Yves, que nos recebeu no vilarejo montanhoso de Salvan. Logo após entrarmos em território suiço entramos em uma ciclovia que seguia em meio a natureza e belas paisagens, mas se mostrou bem off-road. Vimos até animais silvestres pelo caminho.

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O Pierre-Yves estava construindo a própria casa e passamos um dia com ele e sua namorada, conversando sobre ciclo-viagens, construção de casas e sobre a vida na Suiça.

 

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Depois de Salvan iniciamos um trecho de descida rumo a Rota de Bicicleta Nacional 1, que fica numa região plana, um vale entre as montanhas. O caminho ficou então todo asfaltado e tranquilo até pararmos na cidade de Sierre, onde ficamos na casa de um casal de Couchsurfers que já haviam viajado um trecho da América Latina em uma bicicleta tandem. Conhecemos então o simpático e hospitaleiro Vicent, cujo pai é nascido no Brasil (coincidentemente). Sua esposa Nathalia não estava no período que ficamos por lá. Ele morava em um apartamento muito bonito no centro da pequena cidade e permitiu que ficássemos 2 dias para descansarmos e conhecermos um pouco melhor a cidade. Durante os períodos em que retornava para a casa depois do trabalho, dividimos refeições e muito bate papo interessante. Antes de sairmos ele ainda nos presenteou com camisas de ciclismo muito confortáveis.

 

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No próximo dia ainda continuamos pedalando predominantemente por caminhos planos sentido Brig. A grande vantagem destas ciclovias suiças, além das belas paisagens, é que elas passam por áreas de picnic e banheiros, tudo muito bem conservado. A cidade de Brig fica na parte alemã do país e pouco quilômetros depois de deixarmos Sierre as placas de transito e informações estavam em alemão, assim como a conversa entre as pessoas. Achamos isto muito louco na Suiça, um país tão pequenino com tantos nuances regionais e culturais. A cidade de Brig é muito bonita e pitoresca e o apartamento do Adrian, couchsurfing, ficava bem no centro da cidade. Ele era muito simpático e já havia viajado muito também. Nos deixou bem a vontade em sua casa e quando ele voltou conversamos bastante, ele era bem engraçado.

 

A sequência dos dias na parte alemã começou a apresentar subidas, altos passos de montanha e os primeiros acampamentos selvagens.

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Como não conseguimos mais warmshowers ou couchsurfing começamos a procurar lugares discretos para acampar, esperando sempre o cair da noite para montarmos a barraca. Ficávamos com medo de aparecer algum policial, mas com o cansaço e silencio dos lugares, logo pegávamos no sono.

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Dos passos de montanha, o mais difícil foi o Furkapass, com 2429 m de altura e temperaturas baixas no topo (havia até um glaciar ao lado da estrada). Levamos um dia inteiro para subir este passo, empurrando a bicicleta por vários trechos e depois uma descida sinuosa que terminou com um acampamento selvagem em uma área rural, com uma leve garoa.

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Para entramos na parte italiana atravessamos mais um passo de montanha, o Gothard-Pass, com 2106 metros.

 

Depois da descida, com uma parada rápida em um supermercado para nos reabastecermos, chegamos na região do vilarejo de Cugnasco, mais precisamente na sua área rural. Chegamos próximo a uma plantação e perguntamos a dois agricultores se haveria um lugar onde poderíamos colocar uma barraca de camping para passarmos uma noite apenas. Eles nos indicaram um local onde havia uma horta comunitária, Lortobio. Chegamos lá e como não havia ninguém, aguardamos. Conhecemos então um grupo de mulheres que era responsável pelo local e nos deixaram acampar por lá e utilizarmos o banheiro de uma casinha antiga.

 

Na manhã seguinte, tomamos um café e fomos sentido a outro passo de montanha, o Monte Ceneri. Estava calor e suamos bastante para atravessar este trecho. Chegamos então a Mendrisio, já próxim a fronteira com a Italia. Era final de tarde e paramos em uma igreja para reabastecer nossas garrafinhas de água, foi então que a Flavinha avistou uma casa em uma área mais elevada ao lado, com um gramadinho bem acolhedor. Eu fui até lá perguntar enquanto a Flavinha esperava com a bike abaixo. Lá conheci o Mauro, que deixou que colocássemos nossa barraca em seu quintal. O trem passava bem pertinho e as vezes acordávamos com o barulho, mas foi uma noite bem tranquila.

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No dia seguinte cruzamos a fronteira e entramos em na cidade de Como, Italia, que será tema de um post seguinte. E assim terminamos nosso trecho por este país com belas paisagens de montanhas, ótimas ciclovias, povo muito educado e ótimos chocolates.

Au revoir, tschuss, ciao…

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