Tajiquistão: Trecho 2 – Desbravando o “teto do mundo”. Como foi a aventura de bicicleta na Pamir Highway [percurso da cidade de Khorog até a fronteira com o Quirguistão]. (For other languages please use the website or browser translator).

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Neste post vamos contar como foi a continuação da viagem pela Pamir Highway até nossa saída do Tajiquistão, pela fronteira com o Quirguistão.

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Nesta parte continuamos pela M41 e o ganho de altitude começou a ficar mais intenso, os vilarejos foram ficando menores e mais esparsos e as paisagens mais impressionantes. Da cidade de Khorog até a fronteira com o Quirguistão, diferentemente do que imaginávamos, evitando o Wakhan Valley devido a dificuldade do terreno, mesmo assim ainda enfrentamos muitos trechos de estrada de terras em mal estado de conservação. Percorremos estes 500 km desta parte de maneira tranquila, em um ritmo calmo e foi uma ótima opção no nosso ponto de vista, aproveitando ao máximo o que a Pamir poderia nos oferecer.

Na cidade de Khorog comecei a tomar antibióticos para tratar a Giardíase, ficamos alguns dias para descansarmos e lá ocorreu o encontro mais improvável de todos!
Qual a chance de 2 casais de brasileiros viajando de tandem se encontrarem no meio da Pamir highway?? Pois é, o improvável aconteceu. Para nossa sorte e felicidade, encontramos os divertidos Hugo e Carol ( @tandemorando ), que estavam vindo no sentido oposto, fazendo uma incrível viagem que começou cerca de 1 ano antes. Foi muito legal passar alguns dias com eles e ver as duas tandems estacionadas juntinhas. Pegamos várias dicas do Sudoeste Asiático com eles, comemos guloseimas e conversamos muito. Esses encontros pelos caminhos são muito especiais.

A cidade de Khorog é considerada a “Capital da Pamir”, pequenina, com belas paisagens ao redor e boa infrastutura em relação as vizinhanças. A Flavinha conseguiu descansar e escrever os diários dela e eu finalmente parei de ter diarréias. Ficamos 4 noites por lá e foi muito bom para recuperar as energias e nos prepararmos para continuarmos nossas andanças pela Pamir.

Depois de Khorog é praticamente somente subida até atingirmos o passo mais alto com 4655m de altitude. Optamos por seguir pela M41 ao invés do Wakhan. Um dos motivos principais foram que com nossa bicicleta tandem seria bem sofrido vencer as adversidades. Ficamos receosos em perder belas paisagens, mas nos surpreendemos com as belezas que encontramos pela frente seguindo pela M41. Estávamos fazendo a Pamir em velocidade de tartaruga e deste trecho até o passo decidimos avançar 300 a 500 metros de altitude por dia para evitarmos o “mal da altitude”. Fomos pela M41 sentido Alichur e continuaram as belas paisagens. A subida foi constante mas não era íngrime e os trechos de asfalto se intercalavam com alguns trechos de terra.

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Construções de um passado soviético ainda presentes na Pamir.

Nos embrenhamos pelo meio da Pamir, seguindo a estrada M41 e diferentemente do que imaginávamos, acabamos nos afastando da parte mais turística (Wakhan Valley). Por estes lados encontramos poucos ciclo-viajantes, as caminhonetes 4×4 com turistas praticamente desaparaceram e neste dia em especial, paramos no pequeno vilarejo de Rivak, cerca de 2500m de altitude, e tivemos a sorte de conhecer melhor os costumes e religião do povo Pamiri, que tem um idioma próprio sem conexão com o Tajique ou Farsi e seguem a religião islâmica, mas da vertente Ismaile, que também apresenta particularidades.

Gostamos bastante desta parte da estrada M41 devido a esta combinação, montanhas e natureza verde. Neste dia próximo ao vilarejo de Zuvor encontramos uma área escondida, protegida do vento, ao lado de um rio e aconchegante. A 2800m aproveitamos a tarde para cozinharmos, lavar as roupas, aproveitar as bonitas paisagens ao redor e nos aquecermos na barraca com o sol que incidia nela.

No dia seguinte continuamos nossa sequência de não subirmos mais que 500 metros por dia e chegamos ao pequenino vilarejo de Piş. Havia uma grande área gramada, com pequenos veios de água cristalina e um misto de partes secas e alagadiças, achamos um cantinho seco e encostamos a barraca o máximo possível perto da arvorezinha por causa do vento, que estava intenso neste dia.

Ficamos com medo de não encontrar água na Pamir, mas pelo menos no percurso que realizamos, durante o verão, encontramos água todos os dias, algumas vezes era mais trabalhoso, mas outras vezes, como neste lugar ao lado do vilarejo de Jelondi, encontramos esta “jacuzzi” de água cristalina ao lado da estrada. A água brotava geladíssima do solo.

Para chegar ao vilarejo de Jelondi passamos por alguns passos de montanha e claro, belas paisagens. Por sorte, tivemos a oportunidade de acampar com um simpático casal de cicloviajantes belgas, a Manon e o Dries . Gostamos de ter companhia quando acampamos selvagem e é melhor ainda quando a companhia é divertida.
Nos bate papos durante os acampamentos sempre tentamos convencer os cicloviajantes europeus que ainda não conhecem nosso continente a virem pedalar pela América do Sul 😊. Havia uma criançada e alguns curiosos em volta no final de tarde, mas com a cair da noite e queda da temperatura todos foram para suas casas e tivemos uma noite tranquila e silenciosa.

Estávamos sentindo um pouco falta daquele “vazio” ao redor durante nossas acampadas na Pamir e a medida que mais nos aproximávamos do Quirguistão, mais ficávamos sozinhos em meio aquela imensidão de belas paisagens montanhosas. Campings selvagens assim nos trazem tranquilidade. Neste dia as paisagens foram ficando cada vez mais inabitadas, continuando belas. Paramos em um lugar que achamos interessante para acampar, mas infelizmente apareceu um rapaz com uma conversa estranha, dizendo que ele tinha um guest-house ali perto e se acampássemos por alí seria ruim. Entendemos o recado de que não seríamos bem vindos acampando alí, talvez ele estivesse querendo dinheiro também. De qualquer maneira não nos sentimos mais confortáveis e decidimos sair e buscas outro lugar para acampar. Cerca de 3 km a frente, no alto de uma subida avistamos um platô entre algumas colinas, ao lado da estrada. Nos afastamos cerca de 200 metros da estrada e já estávamos invisíveis em meio as colinas. Foi nosso primeiro acampamento acima de 4000 metros de altitude e como fomos subindo vagarosamente durante os dias anteriores, não sentimos sintomas do “mal da altitude”. Outra coisa interessante a esta altitude é a presença de Iaques, começamos a avistar alguns rebanhos a medida que ficávamos acima dos 4000 metros. Esta região é seca e com ventos. A noite foi uma das mais silenciosas de toda nossa viagem, quando o vento parou, o único som que ouvíamos era o de nossas respirações e alguns barulhos das barrigas hehehe.

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Marmotas. A última vez que havíamos visto essas charmosas criaturinhas foi na França e agora estávamos felizes em reencontrá-las na Pamir. A medida que subíamos, a quantidades delas aumentava. Quando nos aproximávamos de suas colônias, era a maior correria de marmotas acompanhada de uns gritinhos que elas dão para avisar dos “perigos”. Esses bichinhos ibernam durante o inverno, então durante a primavera e verão estão bem ativos e gordinhos.

Incrivelmente tivemos muita sorte novamente com festas de casamento durante nossa viagem. Chegamos na cidade de Alichur justamente no dia de um casamento. O vilarejo é pequenino e fomos convidados para a celebração. Aceitamos o convite sem titubiar, afinal… qual a chance de ser convidado para um casamento tradicional pamiri no Tajiquistão?? São dois dias de festas com muita música e dança no primeiro dia, produção do noivo na manhã seguinte. Na parte da noite veríamos a noiva, mas acabamos pegando no sono hehehe, por isso ela não aparece nas imagens. Adoramos a experiência de ter mais esta imersão cultural nesta região tão particular do mundo.

Alichur é um pequeno vilarejo e parada estratégica para os cicloviajantes que cruzam a Pamir. O povoado não apresenta muitas casas, mas há 1 pequeno mercado com o básico, água potável e alguns homestays com camas confortáveis e comida quentinha. Ficamos por duas noites em um homestay chamado Shukhrona. O lugar era simples e muito bem cuidado, com comida saborosa preparada pela família responsável pelo local. Reencontramos e conhecemos cicloviajantes que passaram por lá.

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Saindo de Alichur completamos 21000 km pedalados, eu tentei simular o número 2 com meu corpo, mas ficou ridículo.

Um dos problemas as vezes é encontrar lugares protegidos do vento em áreas abertas e sem árvores. A região de Murghab é uma das mais ventosas da Pamir e neste dia o vento estava forte. Quando visualizamos ao longe uma construção antiga que poderia nos proteger do vento, fomos até lá conferir e decidimos acampar por alí. Além da proteção, por sorte, ainda havia um pequeno riozinho ao lado. Futuramente descobrimos que os cicloviajantes Belgas Manon e Dries, que havíamos conhecido anteriormente e acampado juntos no vilarejo de Jilondi, também haviam acampado neste exato lugar 1 ou 2 dias antes de nós.

Yurt, este é o nome destas “casinhas” aconchegantes de tecido e madeira, tradicionais nesta região, porém mais presentes no Quirguistão. Em Murghab, optamos por ficar no Pamir Hotel em um dormitório Yurt. O lugar era aconchegante e o preço 5 USD por pessoa por noite cabia bem no nosso orçamento.

A pitoresca Murghab. Este é o maior povoado nestes lados da Pamir Highway, mesmo assim ainda é bem pequeno, com um mercado central popular onde há uma série de containers vendendo diversos intens de alimentação, higiene pessoal e roupas. Ficamos duas noites para descansarmos e repor nossos estoques de comida. O próximo e último vilarejo do Tajiquistão antes da fronteira com o Quirguistão será Karakul. A partir deste ponto o idioma falado já é principalmente o Quirguiz e Pamiri, as feições tajiques dão espaço para traços mais asiáticos, que para nós lembram características faciais chinesas, mas que na verdade são Quirguiz.

Depois que chegamos em Murghab fomos surpreendidos com a notícia de que um festival de jogos nômades estava ocorrendo ali. Passamos a tarde lá conferindo e o que achamos mais divertido e bonito foi a corrida com cavalos. Havia também enormes Yakes, competição de corte de pelo de ovelhas, cabo de guerra e muitos locais com roupas coloridas vendendo comidas típicas.

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O final da aventuresca Pamir Highway começava a se aproximar (Osh). A partir deste ponto (Murghab) o vento, frio e as alturas aumentam e as paisagens vão ficando mais exóticas.

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Na cidade de Murghab, reencontramos de maneira inesperada um simpático e divertido casal de cicloviajantes franceses que conhecemos na cidade de Hamedan, Irã. Angelique e Xavier (@xavantures ) estão em uma longa viagem de bicicleta e deixaram nosso dia mais animado na Pamir. Como eles iam mais rápido, pedalamos alguns trechos juntos e quando possível acampávamos juntos e jogávamos baralho. Mais uma experiência muito interessante com outros cicloviajantes.

E assim foi um de nossos dias no trecho entre Murghab e Karakul. Pedalamos juntos com os amigos cicloviajantes franceses Angelique e Xavier ( @xavantures ), fizemos picnic, montamos acampamento, jogamos baralho. Depois eles continuaram e nós decidimos ficar por ali mesmo acampados, a paisagem estava bonita e o lugar aconchegante.

A partir deste ponto começamos o trecho que nos levaria ao ponto mais alto da Pamir Highway, o Ak-Baital pass, com 4655 metros de altura. Decidimos dividir o trecho em dois dias, pois a falta de ar com as subidas já era mais proeminente e também não queríamos dormir no alto do passo devido as condições climáticas que podem ser imprevisíveis e nada amigáveis por lá. Tudo já estava bem desértico e praticamente inabitado. Era um misto de falta de ar pela altitude, cansaço físico e deleite com paisagens que nos lembravam filmes de ficção científica em outros planetas. As montanhas pareciam estar ficando menores ao nosso lado, uma vez que estávamos cada vez mais altos na verdade.

A natureza encontrando sua maneira de florescer no deserto. Assim como na Patagônia sul americana, aqui nos altiplanos centro asiáticos encontramos essas surpreendentes plantinhas que vencem climas extremos. As belas Azorellas compactas, que parecem ter vindo de outro planeta. Neste dia, a mais de 4000 metros de altura em uma área seca, elas estavam por todos os lados.

A cerca de 10 km do maior passo da Pamir Highway estavamos enfrentando muito vento contra e decidimos parar para nos refugiarmos. Nesta época do ano (verão), muitos rios estão secos, então montar a barraca embaixo de pontes pode ser uma boa opção. Aqui é uma região seca e a maioria das montanhas ao redor já não estavam cobertas de gelo, portanto não haveria o risco do rio voltar a vida subitamente.
Foi uma noite tranquila e ficamos invisíveis por lá.

Yaks, cada vez mais comuns a medida que nos aproximamos do Quirguistão.
O yak (Bos grunniens ou Poephagus grunniens, um sinônimo não universalmente aceito) é um herbívoro de pelagem longa encontrado na região do Himalaia, no sul da Ásia Central, Qinghai, no Planalto do Tibete, até à Mongólia, a norte. Além de uma grande população doméstica, há uma população pequena e vulnerável de iaques selvagens. Em Tibetano, a palavra gyag refere-se só ao macho da espécie; uma fêmea é uma dri ou nak. O resultado do cruzamento de um iaque com o zebu é conhecido como “chauri”. Os iaques domesticados são mantidos principalmente pelo seu leite, fibra e carne, e como animal de carga. Eles transportam mercadorias através das passagens das montanhas para agricultores locais e comerciantes, bem como para expedições de caminhada e escalada. Eles também são usados para aração. O esterco de iaque é até queimado como combustível. O leite de iaque muitas vezes é processado para fazer um queijo chamado chhurpi nas línguas Tibetanas e nepalesas, e byaslag na Mongólia. A manteiga feita do leite de Iaques é um ingrediente do chá de manteiga que os Tibetanos consomem em grandes quantidades, e também é usado em lâmpadas e usado para fazer esculturas de manteiga usadas em festividades religiosas.

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Ak-Baital pass, 4655m. Provavelmente será o lugar mais alto que chegaremos de bicicleta em nossa viagem. Apesar das dificuldades, fazer a Pamir devagar nos ajudou a apreciarmos bem os caminhos e vencermos a subida. Os últimos 3 quilômetros até o passo são íngrimes e empurramos bastante a bicicleta. Chegando lá em cima ficamos tão felizes com a conquista e a descida que estava por vir que nos esquecemos imediatamente do cansaço físico.

O buraco.
Após o passo Ak-Baital (4655m) começamos uma longa descida que ficou melhor quando encontramos o asfalto, porém o vento a tarde ficou fortíssimo e na posição lateral e contra, o que nos deixou muito cansados e preocupados em encontrar um lugar abrigado para acamparmos. No final da tarde começamos a procurar um lugar com pouco vento e encontramos este grande buracão atrás de uma colina, a paisagem parecia Lunar. Passamos o final de tarde com os amigos cicloviajantes franceses Angelique e Xavier (@xavantures) e acampamos juntos refugiados do vento.

Acordamos cedo, o vento estava um pouco menos agressivo e fomos então em direção ao vilarejo de Karakul, que é o último povoado Tajique (apesar de ser de população Quirguiz) antes da fronteira com o Quirguistão, para quem vai no sentido Osh. O vilarejo fica às margens do belo Lago Karakul, com sua água incrivelmente azulada em dias ensolados. Além disso o vilarejo é emoldurado por uma cadeia de montanhas com topos nevados, que dão um charme ainda maior. Porém, apesar de tantas belezas, o clima rigoroso no inverno, a altitude e localização remota desta localidade fazem com que algumas coisas permaneçam como a séculos atrás. Durante o inverno as temperaturas podem chegar a -40C, levando a população permanentemente residente ser mínima. A maioria da população fica somente no verão por lá. A energia elétrica é via geradores ou solar, não há rede de esgotos ou água encanada, o aquecimento é feito queimando fezes secas de animais, os tijolos das casas são manualmente feitos com barro e ha apenas um pequeno mercadinho com poucas opções de produtos. A união de tudo isso deixa este vilarejo pitoresco.

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Depois de Karakul, miramos a fronteira com o Quirguistão e decidimos fazer o percurso em 2 dias. Apesar de termos começado a descer, o sobe e desce ainda continuava e haveriam ainda 2 passos de montanhas pela frente. Sabíamos que poderíamos pegar nevascas nesta região, mesmo no verão, mas tempestade de areia foi uma surpresa para nós. Era final de tarde e o vento contra o dia todo havia acabado com nossas energias. Paramos e começamos a procurar um lugar para acampar. Foi então ao longe que vimos uma tempestade se aproximando. Nos refugiamos do vento embaixo de uma ponte para pensarmos melhor. A ponte estava muito cheia de areia embaixo para acamparmos. Ao longe encontramos um lugar mais abrigado do vento. Foi o tempo de montar e fixar a barraca com pedras pesadas. A tempestade de areia nos pegou de cheio, mas a barraca resistiu fortemente, após a tempestade de areia começou a nevar. Nesta hora já aquecidos foi hora de preparar o jantar e desmaiarmos nos sacos de dormir… Que se lasque o tempo feio lá fora hehehe.. Pela manhã estava 4 graus negativos fora da barraca, mas logo o sol forte veio e deixou tudo mais confortável.

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A última montanha que nos separava do Quirguistão. Com esta visão sabíamos que a Pamir estava chegando ao fim, pelo menos em território Tajique. Ao mesmo tempo que estávamos tristes por deixar para trás estas terras de paisagens incríveis cheias de aventuras, também estávamos felizes pela conquista e pela finalização deste trecho. A Pamir Highway e os territórios que ela cruza são muito intensos em todos os sentidos e depois de algum tempo, esta intensidade toda cansa muito, no final da Pamir já estávamos ansiosos em busca da calmaria, para podermos digerir tudo que enfrentamos e aprendemos por lá. Alguns quilômetros depois desta foto, no topo de uma subida, cruzamos a fronteira com o Quirguistão e o final desta aventura estava chegando.

O Quirguistão foi o nosso último país na Ásia Central, depois dele fomos um pouco mais distante, buscando mudanças que precisávamos neste momento da viagem. Mas sobre estas mudanças e o Quirguistão vamos falar nos próximos posts.

Obrigado Tajiquistão pela Pamir e por todas as dificuldades, belezas, aventuras e choque cultural, que nos ensinaram muito sobre a vida e nós mesmos.

<- Trecho 1

campingtajikfranceses

Tashakuri Zijod!

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